31 março 2007

Canapé...



Segue o link da entrevista com os roteiristas do curta "Diário da Mente Absorta".
Em breve na Cinemateca-Curitiba.

21 março 2007

Exclusividades VII



Entendam: só vai existir apenas uma Renee Olstead, assim como só existe somente uma Monica Bellucci.

20 março 2007

Exclusividades VI



Percebam: o '
ai, nem liga, eu sou meio louca sabe...' é a caracterização típica da vontade, inerente e inconsciente, de diferenciação e singularização do caráter feminino.

03 março 2007

Exclusividades V

A sutileza é o carro-chefe da dissimulação honesta; feminina ou masculina.

13 fevereiro 2007

Exclusividades IV



Alguns homens possuem uma memória tão seletiva que, por vezes, eles não lembram de nada.

12 fevereiro 2007

Do Barros

"A voz de meu avô arfa. Estava com um livro debaixo dos olhos. Vô! o livro está de cabeça pra baixo. Estou deslendo."

(Manoel de Barros - Livro Sobre Nada)

11 fevereiro 2007

Cena IV



Todos moram juntos: pai, mãe, filho e avô.
1. Toda noite, sagradamente durante anos, vovô se recolhia à biblioteca pontualmente depois do noticiário da rádio: 21h30. Sentava-se na sua velha, querida e confortável poltrona cinza, marcada por alguns furinhos das cinzas incadescentes que dos cigarros caíam. Trazia nesses momentos sempre consigo um castiçal e uma vela. Depois de algumas anotações rotineiras sobre os vícios humanos - vovô sempre teve apreço pela reflexão - desligava a lâmpada e acendia a vela. E ouvindo algum Tchaikovski ou Chopin, punha-se a reler algum velho poema.

2. Muitos o indagavam pelo apreço à velas. Dona Márcia, a nora, sisuda de Itabira, porém pouco versada em versos, professora de geografia na oitava série do colégio da cidade, era a mais insistente. Porém sempre amável e despretenciosa. Numa época como a nossa, dizia, luz elétrica pode e facilita muitas coisas e que, desse modo, vovô, suas vistas de tantos longos invernos, apenas cansam mais e mais...

3. Vovô sempre sorria consigo... e nada mais fazia. Guardava tão somente para si o doce prazer de ter sombras não exatas nas paredes.

03 fevereiro 2007

Cena III



1. Seu tio, um velho músico das noites de Buenos Aires, diariamente impecável com seu chapéu funghi preto, passeava pelas calles de Palermo falando à Ruan sobre a magia e os sulcos de desejo que o tango causa na pele dos parceiros. Apesar de seus 14 anos, Ruán podia imaginar em traços vulgos a sensualidade da dança. Mas não compreendia aqueles 'sulcos de desejo' que seu tio tanto desmembrava em poesia libidinosa.

2. Sua mãe, uma antiga dançarina e hoje professora em um salão perto do Café Tortoni, diariamente comentava ao jantar sobre os novos alunos e suas evoluções na dança. Detalhadamente descrevia os apredizados. E exaltava-se no adjetivo de 'um certo casal que dança com tanta volúpia! Sim, quanto desejo!'. Era rispidamente ignorada em suas exaltações voluptuosas pelo pai de Ruan: um uruguaio de Bella Unión, não muito versado na volúpia do tango, que acreditava que poesia se fazia em milongas campeiras.

3. Ruan decide aprender tango. Recorre a uma escola em San Telmo, com horários sempre depois da feira de domingo. O professor, um velho dançarino do Tango Mio, pergunta a Ruan:
- Entonces meu jovem, já dançastes alguma vez?
- Não. Já observei muito meu tio, já escutei muito minha mãe e já li muito Mario Benedetti. Mas ainda sou virgem.

02 fevereiro 2007

Fórmula do Constrangimento

O pesado saber silencioso:
eu sei
que você sabe
que eu sei.

23 janeiro 2007

Chinatown (1974)


Balanço:
15 : cigarros que Jack Nicholson fuma
5 : bofetadas em Fayne Dunaway
25.000 U$ - para Bob Towne escrever o roteiro
5 : tiros no fim do filme
1 : esfaqueada de Polansky em Jack N.
1 : óculos quebrado
1: trepadinha de Jack e Fayne
(incontáveis): retoques de batom, sombrancelhas e pó-de-arroz de Fayne


Chinatown (EUA, 1974)
Direção: Roman Polanski
Roteiro: Robert Towne
Produção: Robert Evans
Música: Jerry Goldsmith
Fotografia: John A. Alonzo
Edição: Sam O'Steen

21 janeiro 2007

P.Q.P. ou (Do Sentidos das Coisas) III



Lembram do velhinho que ouviu Beethoven e Ray Charles? Pois bem... Esse velhinho é daqueles que tomaram Coca-Light e levantaram a mão, e anda experimentando coisas novas. Certa feita, como de costume, entrou em uma loja de discos e foi direto ouvir o último álbum do Big Bad Voodoo Daddy. Sem mais delongas e anos a se passar, ali mesmo na loja, falou, desta vez muito alto (pois a música nos fones estava alta):

- Puta que pariu!

13 janeiro 2007

Exclusividades III



Cuidado: a Tpm pode ser a justificativa para o descontrole natural feminino.

12 dezembro 2006

Gozo



Afinal, o orgasmo é múltiplo, solitário ou é invenção da mídia?

*Amestrando Orgasmos - Ruy Castro

30 novembro 2006

Exclusividades II

Percebam: o ato ou efeito de circunstanciar é uma idiossincrasia inerente ao caráter feminino.

28 novembro 2006

Exclusividades I



Entendam: o atraso é uma virtude reservada para as mulheres.

21 novembro 2006

Thanks Pirelli, thanks...



O mais famoso calendário, que todo mundo ouve falar, mas que nunca encontrou para vender (pois é distribuído apenas aos vips da vida pública), completa 40 anos (1964-2006) - aniversário que mereceu uma exposíção em Berlim, em junho passado.

Idealizado pelo fotógrafo Robert Freeman, retratista dos Beatles, The Cal, ou o 'Calendário da Pirelli', começou em 1964 sob a idéia de uma estética exótica, clicando as mulheres mais desejadas do mundo. De lá pra cá os 'click's' ficaram mais elegantes, e o que temos são as primorosas curvas de beldades em cenários de luxo, tais como Naomi Campbell, Cindy Crawford, Kate Moss, Gisele Bundchen, entre outras.

Se você suava de êxtase, quando garoto, na oficina de seu tio, vendo aqueles calendários com a Rita Cadillac ou Gretchen, agora, mais mocinho, e com um gosto um pouco mais refinado, certamente irá entender a razão desses 40 anos do The Cal.

12 novembro 2006


As Cobras - LFV

01 novembro 2006

Pollockando...

Se você é daqueles que sempre ao ver um quadro de Pollock pensa "ah... eu faria isso!"... Bem, essa é sua chance. Alegria, alegria...

25 outubro 2006

PQP (ou Do Sentido das Coisas) III



O castelhano sentou-se na poltrona de sua casa em Treinta y Tres, Uruguai, olhando pela janela os verdes campos que aprendera desde cedo a chamar de pampas. O mate acalentava. No velho som, colocou nostalgicamente seu querido disco de Mercedes Sosa. Naquela tardezita nada se ouvia a não ser La Negra. O mundo tinha parado.
Depois de anos, o velho castelhano, sentado na mesma poltrona de sua casa em Treinta y Tres, Uruguai, olhando pela janela os verdes campos que aprendera desde cedo a chamar de pampas, lembrou daquele velho disco. E falou baixinho para si:

- Puta que pariu!

#música: Cinco Siglos Igual (La Negra)

22 outubro 2006

Tempero da Vida


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- No céu, há coisas que nós podemos ver, mas há também coisas que não podemos ver.
Fale sempre sobre as coisas que outros não podem ver. As pessoas gostam de ouvir histórias sobre as coisas que elas não podem ver. Com a comida é a mesma coisa. Quem se importa se não vê o sal se a comida está saborosa ? É claro que não vê, mas a essência está no sal. - disse o avô à Fanis, ao despedir-se na plataforma de Istambul.

Título original: Politiki Kouzina
Diretor: Tassos Boulmetis

09 outubro 2006

Correto? ...Negativo!

Mr. Paulo Francis. Só o Youtube traz pra você.

01 outubro 2006


As Cobras - (LFV) Posted by Picasa

27 setembro 2006

Vai um reloginho aí?

Criativo relógio online, representado por pessoas. Desenvolvido pelo jovem artista americano Billy Chasen.
aqui

30 agosto 2006

..Rummel

Sabem aquele joguinho em que as galinhas chocavam e os ovos iam caindo e tu tinhas de pegar com a cestinha? Pois é... os caras fazem muito melhor: Högaffla Hage
(o jogo... não os ovos..)

11 agosto 2006

P.Q.P. ou Do sentido das coisas




Sabem aquela história do velhinho que escutou a nona Sinfonia de Beethoven e lembrou um belo dia (vide posts anteriores)? Pois é.. o mesmo velhinho, certa feita, comprou aquele cd duplo do Ray Charles. Sentou em sua poltrona à noite, tomando um bom amaro, e ligou o som. Depois de anos, sentado num bar sozinho, ele lembrou daquele álbum duplo e repetiu para si baixinho:


- Puta que pariu!