29 junho 2007

11 junho 2007

Segunda-Feira


"Segunda

O pior da segunda-feira é que a gente sempre chega atrasado. Meu Deus! como é que eu fui perder a primeria feira?"


(Da Preguiça Como Método de Trabalho- M.Quintana)

10 junho 2007

Dia do Descanso



"Essa bosta de café é sempre tão caro imagina só dois pila por essa merdinha e ainda servem essa porra de bolacha com goiabada quem é o filho-da-puta que gosta de goiabada? só falta agora vir com o papinho dos 10% pro serviço essa merda de serviço olha lá ela servindo como se tivesse indo pro banheiro e não é de hoje que tou cansado desses velho bicha com essas cantada e não aparece uma só boceta que faça o mesmo mas o mais foda é que e olha só aquela véia lá no balcão parece uma múmia a coitada o mais foda é que além de tudo tem esses índio vendendo essas porra tem essas criança ranhenta e é vendedor e panfleto e boyzinho e caralho-a-quatro e será que não vai parar de chover nesta cidade do cu do cu do cu do mundo? e desde que me conheço por gente é todo todo domingo a mesma bosta com essas guria de 12 anos achando que lesbianismo é esporte e que essas meia roxa combinam com as roupas pretas e os pedaço de ferro pendurado no meio da cara nas orelhas e usualmente nos mamilos."

(texto retirado do blog Semeadura)

22 maio 2007

Voa Jorge, voa!!



Porque o universo sem limites é o limite - se você conseguir, é claro...!

Brinque e abuse aqui.

17 maio 2007

Cinema Paradiso



Um forte motivo para você amar de vez o bom cinema.

09 maio 2007

Tarantino's Mind



Segue o link do curta Tarantino's Mind, com Selton Mello e Seu Jorge, que foi apresentado no Festival do Rio de 2006.

Roteiro coletivo da 300 ML e produção da Republika Filmes.

Exclusividades VIII



Era trágico. Mas ficou cômico.

O mundo acontecia. Toda Curitiba em passos e carros passava por aquela rua naquele momento. Hora de pico.

Ela, mulher estilo executiva gostosona, terno azul marinho, cabelo preso no alto, óculos de aros grossos pretos e... salto alto. Daqueles de matar barata no canto da cozinha. É, desses mesmo.
Por um momento a vi na trágica tentativa de andar na calçada. Mas os ponteiros estão fora do lugar, e quem fez a calçada não pensou nessas mulheres estilo executiva gostosona, óculos em negrito e salto alto. Tadinha. Mais parece uma manca embriagada tentando firmar o pé.

Mas sabe como é, liberdade de expressão, luta por direitos iguais, emancipação da mulher, sociedade contemporânea... Essas mulheres estilo executiva gostosona são mulheres de peito (e que peito!) e atitude. São a versão feminina de Gable em '-Sinceramente querida, não estou nem aí...'. E se a calçada não foi feita para elas, que lhes dêem a avenida inteira!

Ela se enche. Bufa. Rosna. Delicadamente, claro. Afinal, uma mulher dessas, estilo executiva gostosona não perde a classe. E mantendo a classe foi que ela deixou a deformosa calçada e seguiu pela rua asfaltada - devidamente projetada para essas mulheres estilo executiva gostosona.
O trânsito que esperasse. Os motoristas que compreendessem e desviassem. E o meu dia estava ganho quando, aos buzinaços, ela soltou:

- Ai, gente, eu não consigo andar na calçada!

29 abril 2007

Mstislav Rostropovich (1927-2007)

O nome pode ser um assombro, mas a sua arte é magnífica.



Quando comecei a correr atrás dos grandes nomes da música clássica, isso ainda quando adolescente, lembro que comentei com um amigo que estava embriagado pela Badinerie, de Bach. Também tendo grande apreço por música erudita, meu amigo consentiu a embriagez e me apresentou um disco de Mstislav Rostropovich. Disse que esse cara era um grande maestro, intérprete e compositor, e que eu iria gostar de ouvir Bach no cello de Rostropovich.. Batata! Logo adorei.
Mas agora (infelizmente) Rostropovich deixa essa vida... e entra (felizmente) para história.

U
ma das personalidades culturais mais adoradas da Rússia, Mstislav Rostropovich, 80 anos, violoncelista, maestro e compositor, faleceu nesse dia 27 de Abril, sexta. Além da grande maestria em tocar, Rostropovich ficou conhecido mundialmente por sua luta pelos direitos civis e liberdade artítstica durante o governo soviético.

(aqui, aqui, aqui e aqui um pouco do grande Mstislav Rostropovich)

(segue aqui a reportagem do Estadão)

Oswaldo Goeldi II


Solitário (1935)
(nanquim a pincel 26,4 x 21,6cm)


Mais Oswaldo Goeldi

27 abril 2007

Oswaldo Goeldi


CHUVA (1957)
(xilogravura a cores, 22 x 29,5)

Oswaldo Goeldi (1895-1961)

23 abril 2007

Catarse Virtual

Já postei esse link, mas não tem problema... [re]Pollockando...

Se você é daqueles que quando vê um quadro de Pollock pensa "ah... eu faria isso aí melhor!"... Bem, essa é sua chance!

O Toscani Que Não é Tosco

Segue uma dica para aqueles que, como Oliviero Toscani (famoso fotógrafo das campanhas publicitárias da Benetton) pensam a publicidade como anormal - pois o normal em publicidade não interessa.



(A Publicidade é Um Cadáver Que Nos Sorri - Oliviero Toscani, Ed. Ediouro)

14 abril 2007

Cheiro do Ralo



"Ele entra. Coloca o violino em minha mesa. Não fala nada. Nem boa tarde. Fico em silêncio. Afinal o interesse é dele. Então ele fala, quanto? Chuto, tanto. Ele coça a barba. Esse violino deve ter história, chuto. Ele me olha. Seu olhar me incomoda. Ele pega o violino e sai.
Mas antes de fechar a porta, solta:
Aqui cheira a merda.
É o ralo.
Não. Não é não.
Claro que é.
O cheiro vem do ralo.
Ele entra e fecha a porta.
O cheiro vem de você.
Olha lá.
Levanto e caminho até o banheirinho.
Olha lá, o cheiro vem do ralinho.
Ele ri coçando a barba.
Quem usa esse banheiro?
Eu.
Quem mais?
Só eu.
Ele continua com o sorriso no rosto, solta:
E então, de onde vem o cheiro?"


(trecho de O Cheiro do Ralo, de Lourenço Mutarelli - livro que inspirou o filme).

31 março 2007

Canapé...



Segue o link da entrevista com os roteiristas do curta "Diário da Mente Absorta".
Em breve na Cinemateca-Curitiba.

21 março 2007

Exclusividades VII



Entendam: só vai existir apenas uma Renee Olstead, assim como só existe somente uma Monica Bellucci.

20 março 2007

Exclusividades VI



Percebam: o '
ai, nem liga, eu sou meio louca sabe...' é a caracterização típica da vontade, inerente e inconsciente, de diferenciação e singularização do caráter feminino.

03 março 2007

Exclusividades V

A sutileza é o carro-chefe da dissimulação honesta; feminina ou masculina.

13 fevereiro 2007

Exclusividades IV



Alguns homens possuem uma memória tão seletiva que, por vezes, eles não lembram de nada.

12 fevereiro 2007

Do Barros

"A voz de meu avô arfa. Estava com um livro debaixo dos olhos. Vô! o livro está de cabeça pra baixo. Estou deslendo."

(Manoel de Barros - Livro Sobre Nada)

11 fevereiro 2007

Cena IV



Todos moram juntos: pai, mãe, filho e avô.
1. Toda noite, sagradamente durante anos, vovô se recolhia à biblioteca pontualmente depois do noticiário da rádio: 21h30. Sentava-se na sua velha, querida e confortável poltrona cinza, marcada por alguns furinhos das cinzas incadescentes que dos cigarros caíam. Trazia nesses momentos sempre consigo um castiçal e uma vela. Depois de algumas anotações rotineiras sobre os vícios humanos - vovô sempre teve apreço pela reflexão - desligava a lâmpada e acendia a vela. E ouvindo algum Tchaikovski ou Chopin, punha-se a reler algum velho poema.

2. Muitos o indagavam pelo apreço à velas. Dona Márcia, a nora, sisuda de Itabira, porém pouco versada em versos, professora de geografia na oitava série do colégio da cidade, era a mais insistente. Porém sempre amável e despretenciosa. Numa época como a nossa, dizia, luz elétrica pode e facilita muitas coisas e que, desse modo, vovô, suas vistas de tantos longos invernos, apenas cansam mais e mais...

3. Vovô sempre sorria consigo... e nada mais fazia. Guardava tão somente para si o doce prazer de ter sombras não exatas nas paredes.

03 fevereiro 2007

Cena III



1. Seu tio, um velho músico das noites de Buenos Aires, diariamente impecável com seu chapéu funghi preto, passeava pelas calles de Palermo falando à Ruan sobre a magia e os sulcos de desejo que o tango causa na pele dos parceiros. Apesar de seus 14 anos, Ruán podia imaginar em traços vulgos a sensualidade da dança. Mas não compreendia aqueles 'sulcos de desejo' que seu tio tanto desmembrava em poesia libidinosa.

2. Sua mãe, uma antiga dançarina e hoje professora em um salão perto do Café Tortoni, diariamente comentava ao jantar sobre os novos alunos e suas evoluções na dança. Detalhadamente descrevia os apredizados. E exaltava-se no adjetivo de 'um certo casal que dança com tanta volúpia! Sim, quanto desejo!'. Era rispidamente ignorada em suas exaltações voluptuosas pelo pai de Ruan: um uruguaio de Bella Unión, não muito versado na volúpia do tango, que acreditava que poesia se fazia em milongas campeiras.

3. Ruan decide aprender tango. Recorre a uma escola em San Telmo, com horários sempre depois da feira de domingo. O professor, um velho dançarino do Tango Mio, pergunta a Ruan:
- Entonces meu jovem, já dançastes alguma vez?
- Não. Já observei muito meu tio, já escutei muito minha mãe e já li muito Mario Benedetti. Mas ainda sou virgem.

02 fevereiro 2007

Fórmula do Constrangimento

O pesado saber silencioso:
eu sei
que você sabe
que eu sei.

23 janeiro 2007

Chinatown (1974)


Balanço:
15 : cigarros que Jack Nicholson fuma
5 : bofetadas em Fayne Dunaway
25.000 U$ - para Bob Towne escrever o roteiro
5 : tiros no fim do filme
1 : esfaqueada de Polansky em Jack N.
1 : óculos quebrado
1: trepadinha de Jack e Fayne
(incontáveis): retoques de batom, sombrancelhas e pó-de-arroz de Fayne


Chinatown (EUA, 1974)
Direção: Roman Polanski
Roteiro: Robert Towne
Produção: Robert Evans
Música: Jerry Goldsmith
Fotografia: John A. Alonzo
Edição: Sam O'Steen

21 janeiro 2007

P.Q.P. ou (Do Sentidos das Coisas) III



Lembram do velhinho que ouviu Beethoven e Ray Charles? Pois bem... Esse velhinho é daqueles que tomaram Coca-Light e levantaram a mão, e anda experimentando coisas novas. Certa feita, como de costume, entrou em uma loja de discos e foi direto ouvir o último álbum do Big Bad Voodoo Daddy. Sem mais delongas e anos a se passar, ali mesmo na loja, falou, desta vez muito alto (pois a música nos fones estava alta):

- Puta que pariu!

13 janeiro 2007

Exclusividades III



Cuidado: a Tpm pode ser a justificativa para o descontrole natural feminino.